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8 de nov de 2014

Sérgio Reis e Chrystian e Ralf contam como deram guinada na carreira

Sérgio Reis despontou na Jovem Guarda, mas foi na música sertaneja que ele se tornou um dos principais artistas do país.
Chrystian e Ralf são conhecidos como "A dupla mais afinada do Brasil". Mas se lançaram como artistas românticos, cantando em inglês, uma febre entre músicos brasileiros nos anos 70.
No Bem Sertanejo deste domingo (9), Michel Teló conversa com esses caras. Grandes artistas, de gerações diferentes, que um dia tomaram a decisão de dar essa guinada na carreira e hoje estão entre os principais nomes da nossa música sertaneja.
Sérgio Reis cresceu em Santana, bairro da Zona Norte de São Paulo. Virou sertanejo 12 anos depois de gravar o primeiro disco. “Aí você fala: ‘Mas, pô, Sérgio, você é um cara de Santana, não tem ninguém no interior, gostar de sertanejo?’ Eu acho que era o som da viola e o dueto. Eu gostava. Papai me deu a viola e eu aprendi a tocar violão nessa violinha”, ele lembra.
Nos anos 70, também era moda adotar nomes estrangeiros para parecer gringo e vender mais discos. “Don Elliot, Little Robinson, qualquer coisa”, lembra Ralf. 
Estes foram alguns pseudônimos que Ralf usou antes da dupla, para cantar músicas em inglês, seguindo a tendência da época. Você conhece, por exemplo, Mark Davis? Foi assim que o Fábio Júnior começou a carreira. Chrystian também se consagrou como um dos ícones deste movimento. Gravou três discos e chegou a emplacar um sucesso na trilha sonora da novela "Cavalo de Aço”, de 1973.
“Então, eu gravava em inglês, tal, mas eu ouvia, em casa, Trio Parada Dura”, lembra Ralf.
Os irmãos, que cresceram em Goiânia, fazem um tipo de música que transita entre diferentes estilos sem deixar de ser sertaneja. “Você tem que trazer sempre novidades, inovações, entendeu? Trazer e mesclar esse lance da guitarra, do rock, junto com a sanfona”, lembra Ralf.